A vida é o que fazemos d'ella. as viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos. Fernando Pessoa In O Livro do Desassossego
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Joyeux anniversaire
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Para o sapatinho
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Regresso
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
Cansaços
Mia Couto - Cronicando
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Preso por ter cão e por não ter...
domingo, 7 de outubro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
CSI Portimão
Marcelo, o Adivinho
domingo, 23 de setembro de 2007
Leituras interrompidas
Homens em Tempos Sombrios - hannah arendt - Relógio d'água
Fazes-me falta - Inês Pedrosa - Publicações Dom Quixote
Portrait of the artist as Young Man - James Joyce - Wordsworth classics
Exortação aos Crocodilos - António Lobo Antunes - Publicações Dom Quixote
Solidão II - Irene Lisboa - Editorial Presença
O B A-BA do ensino

quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Última leitura

Outono no Verão
Folhas Caidas (4)
domingo, 2 de setembro de 2007
Seca Real
sábado, 1 de setembro de 2007
Verão quente no Olimpo
Regresso
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Desafios

Apocalípticos e Integrados, Umberto Eco - Uma viagem exaustiva pela Cultura de Massas, tocando na Leitura, música, televisão, Banda desenhada, na Estilística do Kitsh, na consciência política e civil, etc. Apesar de grande parte dos exemplos apresentados serem um referencial dos Massa italianos da década de 60 e 70, não deixam de ter paralelo na actualidade ocidental. Uma visão filosófica de tudo aquilo que diariamente nos salta aos olhos e aos ouvidos sem darmos por isso.
Cartas a Anais Nin, Henry Miller - Este livro marcou a minha adolescência e desde então que Miller se tornou no meu escritor fetiche. Tenho uma estranha admiração por esta criatura, mais pelas leituras a que me conduziu e por aquilo que foi a sua vida do que pela sua obra pópriamente dita. Este livro fez-me sonhar com viagens, com um certo tempo histórico, com Verões intermináveis, com o mundo mágico do escritor na sua criação artística, com a vida boémia, e mais do que tudo um prazer de voyer nesta frenética troca de correspondência entre duas figuras que viveram com V maiúsculo.
Chiquinho, Baltasar Lopes - Intemporal. Hilariante, dramático, enternecedor, um País inteiro numa história singular.
Aquista, Herman Hesse- Uma visão humorada sobre as termas e aqueles que a elas recorrem para tratar os seus achaques. Boa leitura para férias..
O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy - A Índia tal e qual como ela é. Uma sociedade de castas cheia de preconceitos e sofrimento doméstico, ao mesmo tempo um País onde cabem todas as cores e todos os cheiros. Muitíssimo bem escrito, na minha modesta opinião.
E pronto. Podiam ter sido outros, mas tropecei nestes e aqui ficam para quem os quiser partilhar.
domingo, 8 de julho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Arte e artistas

Coleccionar arte é para quem pode, e o Berardo pode. Partilhar a colecção com a plebe é louvável, mas partilhá-la sob imposições «chantagistas» ao Estado português, não sei se será tão louvável assim... comungo em pleno a opinião do Daniel Oliveira no Arrastão sobre este tema.
domingo, 24 de junho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
Rouxinol Faducho
Gonçalo da Cãmara Pereira é candidato à Câmara de Lisboa, O homem quer barquinhos, Fado e Revista à Portuguesa. Isto é que é cultura meus senhores. Afirma ainda que «Reconciliar a cidade com o Tejo e com a mancha florestal de Monsanto são prioridades dos monárquicos» seja lá isso o que for. Esta gente parou no tempo, ali entre os descobrimentos e o Estado Novo, sim porque esta coisa da Revista é muito salazarenta, a não ser que estejam a pensar propor bobos da corte em vez dos tradicionais artistas de Revista. A democracia que a estas pessoas tanto deve chatear, serve para que apareçam sempre que há eleições com estas ideias de génio. Até admira não constar no programa tourada todos os dias, se calhar até consta mas prefiro não saber mais, o que ouvi até aqui já me chega para não mais sobre ele me debruçar.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
The land of confusion

domingo, 17 de junho de 2007
Nós e a Cidade

País Irmão

Que País é Esse?
(Legião Urbana)
Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No amazonas, no araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, minas gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papéis e documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for
Piada no exterior
Mas o brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
terça-feira, 12 de junho de 2007
Quem dá mais?
sábado, 9 de junho de 2007
10 de Junho em Setúbal

quarta-feira, 30 de maio de 2007
OTA (Obra Tão Arrastadinha)
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Um Americano em Cannes

Sempre polémico, este americano típico não poderia ser mais atípico no que respeita à sua capacidade de olhar de fora para dentro de uma sociedade e de um sistema egocêntricos, dominados pela hipocrisia, sede de poder e liberalismo selvagem.
Ciência Viva
terça-feira, 15 de maio de 2007
Vão-se ver negros...
O valor da vida
domingo, 6 de maio de 2007
O Estado do Mundo
sábado, 28 de abril de 2007
Em nome do Pai
Autarquias em Autogestão
quarta-feira, 25 de abril de 2007
O Primeiro dia...
domingo, 15 de abril de 2007
Clamores

é um confuso clamor de silêncios subterrâneos
de alguém envolto numa névoa tenaz alguém que é ninguém
e todavia é um cavalo esquartejado
Sou uma palavra anelante uma palavra suspensa
que quer ser mão estrela navio ou cometa
o voluptuoso pulso de um felino
o puro espaço de um olhar
uma varanda aberta para um silêncio azul
uma amêndoa de água lisa e musical
Busco a liberdade busco a dança
busco o diamante de água
e sinto a tranquila rosa da liberdade estática
dinâmica pura na sua inércia pura
Busco a liberdade busco a dança
no apetite inteiro da vida inteira
com a fúria de um búfalo e a delicadeza de uma gazela
Quero encontrar uma palavra que seja apenas uma palavra
como uma arma nua e transparente
quero encontrar uma palavra como uma nuca sem palavras
quero encontrar uma palavra maravilhosa como um clianto
que é uma palavra e uma flor na plena aliança da voz e da visão
quero reunir os gomos de uma laranja de silêncio
quero adivinhar uma ternura trémula nas portas de lua de uns joelhos
quero e quero e cada vez mais quero as palavras vivas
tão frescas e delicadas como o púbis de uma adolescente
tão solitárias e luminosas
como os campos imóveis sob a lua
tão minuciosas e puras como a concha de oiro e trigo de um umbigo
tão movediças como a migração da areia para o mar
tão resplandescente como as ilhas brancas do meio-dia
António Ramos Rosa, «Clamores» Imagem: R.Margritte
Fugas

E não é que os dias estão quase, quase a ficar assim? Este fim de semana fui em Romaria por terras alentejanas fugi das correrias da semana e fui respirar os ares do campo, voltei de alma lavada.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Quase como na América
domingo, 8 de abril de 2007
Filhos e enteados

sábado, 7 de abril de 2007
Resumo semanal
quinta-feira, 29 de março de 2007
País de brandos costumes
Vão andando de foguete

segunda-feira, 26 de março de 2007
Dias...

Profundamente se levanta uma bilha vazia.
Nem o peso nem a leveza nos embriaga.
O perfume a vinho, sim, uma
concavidade do sono.Os dias maciços que se
modelaram. Ou as luzes à volta do barro
onde ficam os ciclos curvamente
ligeiros.
As bilhas ao alto, entre os ombros, contra
a cara amarga, estremecendo com o sangue dos braços
e da cara. Plenas como dias enormes,
acabados. Que são agora imagens fabulosas, mútuas
translações - o escuro em torno dos espelhos vazando de uns
para os outros a sua vida
clara.
Os maiores jumentos de sempre
domingo, 25 de março de 2007
Meio Século
À parte disto temos ainda os maus exemplos de Países como Inglaterra cujas sucessivas governações têm em várias alturas contrariado o interesse Europeu em prol do interesse Nacional, se por aí forem todos será a sentença de morte.
A UE atravessa uma crise institucional e Política, é um facto, mas apenas o tempo, «esse admirável escultor», poderá indicar quais os caminhos a seguir.
O melhor amigo do Homem
domingo, 18 de março de 2007
Primavera
O Regresso dos Mortos Vivos II
sexta-feira, 16 de março de 2007
Trapalhadas e Trafulhices

Direito à morte

Obrigar alguém a estar vivo sem ter as mínimas condições de desfrutar desse estado é tão criminoso como o contrário.
A morte é, e adivinha-se que continue a ser, o maior tabu da existência humana. Não conseguimos lidar com a nossa finitude e tentamos negá-la desde os primórdios dos tempos, seja através das religiões, seja através da medicina. Devemos ser a única espécie cujo instinto de sobrevivência se prolonga para além da própria vida, mas cheira-me que o nosso fim não deve ser muito diferente do fim dos peixes ou das ervas que não têm religião nem parapsicologia.
Enfim, deveríamos estar mais empenhados em acabar com o sofrimento, quando ele se manifesta do que em prolongá-lo quando o mesmo se torna insuportável.
terça-feira, 13 de março de 2007
Lisboa que amanhece

Cansados vão os corpos para casa
Dos ritmos imitados doutra dança
A noite finge ser
Ainda uma criança de olhos na lua
Com a sua
Cegueira da razão e do desejo
A noite é cega, as sombras de Lisboa
São da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
Amou como se fosse a mais indefesa
Princesa
Que as trevas algum dia coroaram
Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento, enfim, parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece
O Tejo que reflecte o dia à solta
Á noite é prisioneiro dos olhares
Ao Cais dos Miradoiros
Vão chegando dos bares os navegantes
Amantes
Das teias que o amor e o fumo tecem
E o Necas que julgou que era cantora
Que as dádivas da noite são eternas
Mal chega a madrugada
Tem que rapar as pernas para que o dia
Não traia
Dietriches que não foram nem Marlénes
Em sonhos, é sabido, não se morre
Aliás essa é a Única vantagem
De após o vão trabalho
O povo ir de viagem ao sono fundo
Fecundo
Em glórias e terrores e aventuras
E ai de quem acorda estremunhado
Espreitando pela fresta a ver se é dia
E as simples ansiedades
Ditam sentenças friamente ao ouvido
Ruído
Que a noite se acostuma e transfigura
Na Lisboa que amanhece
Texto: Sergio Godinho
Imagem: Maria Helena Vieira da Silva
Ás vezes o que se ouve por acaso e inesperadamente no regresso a casa, faz com que o dia tenha valido a pena. Gosto muito da versão desta música cantada pelo Sergio com o Caetano no Irmão do Meio.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Um para todos, todos num.

Quem tem telhados de vidro...

Os nossos amigos americanos publicaram um relatório sobre Portugal onde relatam as atrocidades que por cá se praticam nas prisões. O ministro António Costa respondeu à letra sobre o valor de tal documento, especialmente vindo de onde vem.
Á falta de Guantanamo podemos sempre começar a usar as Berlengas, como lá não há nada, é capaz de passar despercebido ao olho clinico de quem elabora tais relatórios.
terça-feira, 6 de março de 2007
Porrada, e da grossa
Cada vez mais, ir à escola, seja como aluno ou professor é sinónimo de apanhar. Já lá vai o tempo em que só os alunos é que apanhavam, agora toca a todos. Eu ainda apanhei duas réguadas na primária. Uma por ter riscado uma mesa, que não riscara e outra por não saber quanto eram duas vezes oito... isto foi logo a seguir à Revolução e lembro-me de, já nessa altura, o meu pai querer ajustar contas com a professora (não através de nenhuma cena de pugilato, coitada da senhora, mas por outros meios mais civilizados). A questão é que parece que os meios civilizados existem, de uma forma mais ou menos eficiente, civismo é que não. E a questão da falta de civismo tal como o apanhar também vai tocando a todos. Pais, alunos e professores. Estamos perante uma escalada interminável que tem por base todos os problemas psico-sociais e todas as fragilidades do próprio sistema de ensino. Muito há a fazer relativamente a esta questão, medidas administrativas não chegam e estão longe resolver a situação que se vive actualmente nas escolas.
As Burras e os Broncos
Constou-me que vem por aí mais um reality show à boa maneira da TVI. Desta vez trata-se de enfiar numa casa remodelada de propósito em Azeitão (por uma pipa de massa) um elenco de belas mulheres - vulgo- Gajas boas e um elenco de homens muito inteligentes - como contraponto a este adjectivo presume-se que as gajas sejam muito burras. Parece ser este o pressuposto do programa: Mulheres muito belas reunidas no mesmo espaço com homens muito inteligentes. O programa intitula-se A Bela e o Mestre. Se formos pela analogia entenda-se que os homens muito inteligentes devam ser uma espécie de Quasímodos muito broncos a babarem-se atrás das ditas gajas boas muito burras a quem nada lhes resta a não ser obedecer ás ordens de um presumível mestre. Com um panorama destes as audiências devem ser garantidas. Que saudades que eu tenho do deprimente Arreganha a Taxa, que com custos de produção mais baixos conseguia promover o mesmo nível de estupidez.
sábado, 3 de março de 2007
sexta-feira, 2 de março de 2007
O regresso dos mortos vivos
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Vox Pop
As Urgências afinal já não vão fechar. O ministro arrependeu-se. Erros de análise ou barulho a mais feito pela populaça? Cada um pense o quiser. Eu por mim digo, ainda bem que recuaram a tempo.
Diz que os processos judiciais em aberto diminuíram, mas também há quem diga que não...que depende da leitura dos números, que isto da estatística é uma grande trapalhada. Parece que diminuiram mesmo, mas há quem não queira, daí esta questão dos números, esses marotos, que só servem para baralhar.
Consta ainda que vamos ter por aí campanhas de sensibilização anti-fogo nos pacotes de manteiga, nos pacotes de leite, maços de cigarros, etc. Acho bem. Sai mais barato, derrubam-se menos árvores e todos lêem a mensagem ao pequeno almoço.
God Save Helen

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Aeroportos imaginários, dinheiros para as ilhas que são suspensos e que por decisão dos tribunais voltam a ser atribuidos, provas de exame c...