A vida é o que fazemos d'ella. as viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos. Fernando Pessoa In O Livro do Desassossego
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Azulejos de Ana Carvalho
Haverá vida em Marte? Ou trata-se de uma Trip de LSD?
Será que lêem os meus e-mails? E se lêem serão verdes? Oh meus amigos! Se o objectivo do Presidente de todos os portugueses era esclarecer a palhaçada de pretensos contornos pidescos de que temos sido bombardeados nas últimas semanas, deveria ter mantido o silêncio. Daquela boca saiu um chorrilho de disparates indecifráveis que em vez de esclarecer apenas serviram para alimentar mais notícias insignificantes. Não se pode convocar eleições presidenciais antecipadas? Era aproveitar a onda eleitoral e despachar a confusa criatura.
Dor de corno eleitoral
O povo votou e escolheu. Entre vitórias e derrotas partidárias – nas bocas de todos os que perderam parece que derrotado mesmo só foi o PS. – Esperamos que a governação recomece e que o País se concentre naquilo que é importante e que consiste em dar a volta às adversidades e progredir económica e socialmente no rasto interminável de terra queimada que a crise deixou atrás de si.
sábado, 26 de setembro de 2009
Vamos a votos
Amanhã é o dia da grande escolha. É o dia em que a Democracia se impõe e em que todos os cidadãos têm a oportunidade de exercer um dos direitos maiores – o direito ao voto. É um exercício de liberdade que custou a gerações alcançar, um privilégio ainda longínquo para alguns povos, só por isso mas não só por isso, mais do que um direito o acto de votar torna-se numa obrigação cívica.
Eu vou.
Eu vou.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Esquizofrenia Democrática

Que a Politica é «porca» já todos sabemos, mas que a Política é esquizofrénica, estamos a aprender agora. As declarações de Agostinho Branquinho no programa Pontos de Vista que passou ontem na RTP N foram no mínimo hilariantes. As suas teorias sobre quem beneficia e não beneficia com as Conspirações Palacianas vindas da Presidência da República, em forma de bumerangue político, são de uma comicidade (não fosse o assunto sério) sem limites.
domingo, 20 de setembro de 2009
Estou sim? Escuto?

Estamos todos à escuta mas o Presidente da República nada diz sobre as supostas escutas promovidas por alguém que o quer escutar…diz que agora não é oportuno. Nunca é oportuno falar sobre o que quer que seja. Se calhar é por isso que eventualmente alguém quer saber se o homem diz alguma coisa em privado, já que em público não lhe sai nada de jeito. Eu cá tenho essa curiosidade.
domingo, 13 de setembro de 2009
Esmiuçar os debates
De volta a terras Lusas, ao trabalho e à vida tal qual ela é, já vai para um mês, dou por terminada a postagem dedicada ao tema do Veraneio. O que não consegui fazer em On tive de fazer em Off.
Estou agora disponível para entrar no «regabofe» de «esmiuçar» os debates que têm sido bem esclarecedores daquilo que os partidos têm para oferecer ao País. Manuela Ferreira Leite quer privatizar tudo o que puder, mas sem ser a sério, o que não se entende tendo em conta que se apresenta e ao seu partido como um grupo de pessoas sérias (sério mais sério não há) . Paulo Portas lambido de tanto beijo em feiras e mercado (não sei como ainda não apanhou a gripe), quer acabar com a mama do rendimento mínimo. Louçã diz não aos benefícios fiscais, se alguma vez formar governo irá fazer o milagre da multiplicação da produtividade e eficiência dos serviços públicos numa tal ordem que ninguém nunca mais precisará dessa confusão dos benefícios para nada. Jerónimo de Sousa e o seu partido como é costume estão contra tudo, especialmente se esse tudo for propostas do partido socialista. Em comum a todos os partidos é o jogo do um contra todos, todos contra um.
O só dizer mal já não chega meus senhores, é preciso um bocadinho mais de sumo.
Por muito que custe a muita gente este governo trabalhou e reformou, a perfeição não existe, mas palpável e realista vejo muito pouco nas alternativas.
Estou agora disponível para entrar no «regabofe» de «esmiuçar» os debates que têm sido bem esclarecedores daquilo que os partidos têm para oferecer ao País. Manuela Ferreira Leite quer privatizar tudo o que puder, mas sem ser a sério, o que não se entende tendo em conta que se apresenta e ao seu partido como um grupo de pessoas sérias (sério mais sério não há) . Paulo Portas lambido de tanto beijo em feiras e mercado (não sei como ainda não apanhou a gripe), quer acabar com a mama do rendimento mínimo. Louçã diz não aos benefícios fiscais, se alguma vez formar governo irá fazer o milagre da multiplicação da produtividade e eficiência dos serviços públicos numa tal ordem que ninguém nunca mais precisará dessa confusão dos benefícios para nada. Jerónimo de Sousa e o seu partido como é costume estão contra tudo, especialmente se esse tudo for propostas do partido socialista. Em comum a todos os partidos é o jogo do um contra todos, todos contra um.
O só dizer mal já não chega meus senhores, é preciso um bocadinho mais de sumo.
Por muito que custe a muita gente este governo trabalhou e reformou, a perfeição não existe, mas palpável e realista vejo muito pouco nas alternativas.
Bassin d'Arcachon
Para terminar o périplo fomos à praia sim senhor. Depois de tanto passeio lá fomos dar descanso às pernas durante três dias na Bassin d'Arcachon que fica ali perto de Bordéus (por onde passámos muito a despachar. O problema das férias é que terminam e não nos deixam tempo para ver tudo o que desejávamos).
Sarlat-La-Canéda
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
A Dordonha
Nem que fosse a propósito. Nas minhas leituras de viagem levei, como levo quase sempre, um livro do Henry Miller (tenho um fascínio por este escritor desde a adolescência e gosto da sua companhia quando viajo), desta feita enveredando pela leitura de O Colosso de Maroussi, deparei-me, exactamente, quando visitávamos a região da Dordonha com esta passagem que define o quão inspirador este sítio pode ser.
«Uns meses antes de rebentar a guerra, resolvi tirar umas longas férias. Para começar, há muito tempo que desejava visitar o vale de Dordogne. Por isso fiz a mala e meti-me no comboio para Rocamadour, onde cheguei de manhã cedo, perto do nascer do Sol e com a Lua ainda a brilhar luminosamente. Foi um rasgo de génio da minha parte percorrer a região da Dordogne antes de mergulhar no mundo luminoso e antigo da Grécia. O simples vislumbrar em Domme, o negro e misterioso rio da bela fraga da orla da cidade é algo para ficar grato durante o resto da vida. Para mim, este rio, esta região pertence ao poeta Rainer Maria Rilke. Não é francesa, não é austríaca, não é sequer europeia: é o território do encantamento que os poetas demarcaram e que eles e só eles podem reivindicar. É o que existe mais próximo do Paraíso deste lado da Grécia. Chamemos-lhe o paraíso do homem francês, a título de concessão. Na realidade, deve ter sido um paraíso durante muitos milhares de anos. Acredito que deve tê-lo sido para o homem de Cro-Magnon, apesar dos vestígios fossilizados das grandes cavernas que apontam para condições de vida assaz desorientadoras e aterradoras. Acredito que o homem do Cro-Magnon se fixou aqui porque era extremamente inteligente e tinha um sentido do belo altamente desenvolvido. Acredito que o seu sentido religioso já estava também altamente desenvolvido e floresceu aqui apesar de ele viver como um animal nas profundezas das cavernas. Acredito que esta região tranquila da França será sempre um lugar sagrado para o homem, e que quando as cidades tiverem dizimado os poetas este será o refúgio e o berço dos poetas vindouros. Repito, foi muito importante para mim ter visto a Dordogne: isso dá-me esperança para o futuro da espécie, para o futuro da própria Terra. A França pode um dia deixar de existir, mas a Dordogne continuará a viver, do mesmo modo que os sonhos continuarão a viver e a alimentar as almas dos homens.»
Henry Miller in O Colosso de Maroussi
«Uns meses antes de rebentar a guerra, resolvi tirar umas longas férias. Para começar, há muito tempo que desejava visitar o vale de Dordogne. Por isso fiz a mala e meti-me no comboio para Rocamadour, onde cheguei de manhã cedo, perto do nascer do Sol e com a Lua ainda a brilhar luminosamente. Foi um rasgo de génio da minha parte percorrer a região da Dordogne antes de mergulhar no mundo luminoso e antigo da Grécia. O simples vislumbrar em Domme, o negro e misterioso rio da bela fraga da orla da cidade é algo para ficar grato durante o resto da vida. Para mim, este rio, esta região pertence ao poeta Rainer Maria Rilke. Não é francesa, não é austríaca, não é sequer europeia: é o território do encantamento que os poetas demarcaram e que eles e só eles podem reivindicar. É o que existe mais próximo do Paraíso deste lado da Grécia. Chamemos-lhe o paraíso do homem francês, a título de concessão. Na realidade, deve ter sido um paraíso durante muitos milhares de anos. Acredito que deve tê-lo sido para o homem de Cro-Magnon, apesar dos vestígios fossilizados das grandes cavernas que apontam para condições de vida assaz desorientadoras e aterradoras. Acredito que o homem do Cro-Magnon se fixou aqui porque era extremamente inteligente e tinha um sentido do belo altamente desenvolvido. Acredito que o seu sentido religioso já estava também altamente desenvolvido e floresceu aqui apesar de ele viver como um animal nas profundezas das cavernas. Acredito que esta região tranquila da França será sempre um lugar sagrado para o homem, e que quando as cidades tiverem dizimado os poetas este será o refúgio e o berço dos poetas vindouros. Repito, foi muito importante para mim ter visto a Dordogne: isso dá-me esperança para o futuro da espécie, para o futuro da própria Terra. A França pode um dia deixar de existir, mas a Dordogne continuará a viver, do mesmo modo que os sonhos continuarão a viver e a alimentar as almas dos homens.»
Henry Miller in O Colosso de Maroussi
Les Eyzies
Les hommes de Cro-Magnon estiveram aqui em abundância. No museu da pré-história em Les Eyzies podemos contemplar pinturas rupestres e outras artes dos tempos recônditos em que os homens estavam mais perto da sua animalidade. Será que a espécie evoluiu de facto ou limitou-se a trocar o Sílex pelas armas de destruição massiva? Muitos dirão que não, mas a avaliar pelo estado do planeta é difícil discernir para onde evoluímos.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Rocamadour
Subscrever:
Mensagens (Atom)
-
Aeroportos imaginários, dinheiros para as ilhas que são suspensos e que por decisão dos tribunais voltam a ser atribuidos, provas de exame c...