
A vida é o que fazemos d'ella. as viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos. Fernando Pessoa In O Livro do Desassossego
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Liberalismo Libertino

Terrorismo Social
A notícia do jovem que esta semana matou dez pessoas numa escola na Finlândia deixou-nos mais uma vez perplexos. O feito não é novidade mas não deixa de ser sempre surpreendente. Que sociedade é esta em que vivemos alheados dos sinais de violência eminentes e que permite a inevitabilidade de tais actos.
Nos EUA surge sempre como justificação a facilidade de obtenção de armas assim como a repressão social dos meios mais provincianos. Que dizer então de sociedades como a Britânica e a Finlandesa? Parece haver um mal-estar transversal que afecta as camadas de população mais jovem cuja única libertação para a raiva ou frustração recalcada é matar indiscriminadamente e acabar com a própria vida.
Estaremos perante uma forma de terrorismo social? Se a motivação não é o fanatismo religioso nem questões económicas, algo de muito errado aconteceu no percurso destes jovens que os levou a um estado de alienação de tal ordem que única forma de integração foi a desintegração total levada a cabo pelo assassinato dos seus semelhantes e consequente, ou não, suicídio.
Nos EUA surge sempre como justificação a facilidade de obtenção de armas assim como a repressão social dos meios mais provincianos. Que dizer então de sociedades como a Britânica e a Finlandesa? Parece haver um mal-estar transversal que afecta as camadas de população mais jovem cuja única libertação para a raiva ou frustração recalcada é matar indiscriminadamente e acabar com a própria vida.
Estaremos perante uma forma de terrorismo social? Se a motivação não é o fanatismo religioso nem questões económicas, algo de muito errado aconteceu no percurso destes jovens que os levou a um estado de alienação de tal ordem que única forma de integração foi a desintegração total levada a cabo pelo assassinato dos seus semelhantes e consequente, ou não, suicídio.
domingo, 21 de setembro de 2008
A Sopeirinha

Por falar em memórias, sobrevive ainda, aparentemente de boa saúde, a Sopeirinha.
Fui muitas vezes comprar café nesta loja com as minhas avós e a minha mãe. Inebriada pelo cheiro aguardava pacientemente pelo atendimento que tardava sempre, tantas eram as solicitações. Entretinha-me a ver as vitrines com café embalado, e observava atentamente aquele ritual da moagem ali mesmo à nossa frente. Depois levávamos aquele aroma embrulhado num cartucho dentro da mala até casa, como se fosse um tesouro.
Hoje compro café no supermercado, mas ficou-me o gosto para toda a vida. Uma chávena grande meio cheia com duas colheres de açúcar.
Sinais da crise
Hoje deambulei pela Baixa de Setúbal, algo que já não fazia há algum tempo. Para além das obras na Avenida Luisa Todi que enchem tudo de pó e ofuscam o pouco verde já existente, deparei-me com um cenário de desolação de ruas sujas, lojas encerradas -por falência certamente, sendo que muitas das sobreviventes exibem um aspecto decadente...toda a baixa envolta numa espécie de premonição do fim. Sobrevivem os franschisings e as lojas chinês, tudo o resto vai-se transformando aos poucos em memória. Triste cidade esta, cada vez mais uma sombra de si mesma. Irão todos os projectos Polis desta vida chegar para inverter o marasmo? Tenho as minhas dúvidas.
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