
A vida é o que fazemos d'ella. as viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos. Fernando Pessoa In O Livro do Desassossego
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A armadilha
A Europa (leia-se os governos europeus) tem vindo a cair aos poucos nesta grande teia que começou a ser construída em 2008 à volta da crise que eclodiu nos EUA e que como quem não quer a coisa, foi ganhando uns estranhos contornos especulativos propícios ao aumento significativo de lucros daqueles que já os tinham antes e à queda igualmente significativa dos que já não estavam assim tão bem.
Tudo isso seria uma questão menor se por arrasto não estivéssemos a assistir ao princípio do fim do Estado social.
A Europa vai cedendo, uns mais do que outros. Uns por já sofrerem de fragilidades crónicas (o caso de Portugal) outros por terem modelos de crescimento assentes em sectores voláteis (Irlanda) outros não se chega sequer a perceber muito bem porquê. O certo é que feitas as contas apenas se vê duas grandes consequências – Um abaixamento generalizado dos salários (não falo da medida prevista no OE mas sim nas políticas salariais que vêm sendo adoptadas pelas empresas desde o ano passado, independentemente da sua situação financeira) E uma pressão por parte dos lobbies do costume no sentido de privatizar serviços que são a base do Estado social, nomeadamente Saúde e Educação.
Para nos baralhar vão saindo avulso da cartola todas as semanas dados contraditórios que mais não servem do que para isso mesmo - criar instabilidade e insegurança suficiente que justifiquem todas as directrizes que vêm de Bruxelas e do FMI. Assim lá vamos ficando entre a espada e a parede aguardando melhores ou piores dias.
Tudo isso seria uma questão menor se por arrasto não estivéssemos a assistir ao princípio do fim do Estado social.
A Europa vai cedendo, uns mais do que outros. Uns por já sofrerem de fragilidades crónicas (o caso de Portugal) outros por terem modelos de crescimento assentes em sectores voláteis (Irlanda) outros não se chega sequer a perceber muito bem porquê. O certo é que feitas as contas apenas se vê duas grandes consequências – Um abaixamento generalizado dos salários (não falo da medida prevista no OE mas sim nas políticas salariais que vêm sendo adoptadas pelas empresas desde o ano passado, independentemente da sua situação financeira) E uma pressão por parte dos lobbies do costume no sentido de privatizar serviços que são a base do Estado social, nomeadamente Saúde e Educação.
Para nos baralhar vão saindo avulso da cartola todas as semanas dados contraditórios que mais não servem do que para isso mesmo - criar instabilidade e insegurança suficiente que justifiquem todas as directrizes que vêm de Bruxelas e do FMI. Assim lá vamos ficando entre a espada e a parede aguardando melhores ou piores dias.
Outra Vez On line
sábado, 8 de maio de 2010
O mundo na barriga
As vinte e seis semanas de esperança em que me encontro conseguem relativizar todos os acontecimentos da actualidade vivendo descaradamente e assumidamente para o meu umbigo.
A natureza é sábia e as hormonas ajudam a ofuscar o estado da política e da economia. Por enquanto.
A natureza é sábia e as hormonas ajudam a ofuscar o estado da política e da economia. Por enquanto.
domingo, 4 de abril de 2010
Abril
Março passou a correr cheio de batalhas pessoais e outros impedimentos de tempo que me arredaram da blogosfera. Agora chegou Abril que trás sempre em si uma promessa de renovação. A primavera chega, os dias ficam maiores, o sol intensifica-se e o céu explode de azul. Apetece ter pensamentos positivos e acreditar que o dia de amanhã será impreterivelmente melhor do que o de hoje.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Fim de dia
O tempo está mau. Chove a cântaros e está um vento de arrepiar. Pela janela vejo tudo cinzento lá fora. Vou agora fazer-me à estrada, recolher o meu filho no infantário, trancar-me em casa e fingir que é Verão. Se me despachar ainda vou a tempo de conquistar o castelo playmobile e vencer uma floresta inteira de dinossauros. O faz de conta ajuda a esquecer o frio.
E tudo a àgua levou...

Depois da tempestade vem a bonança. No meio da devastação só resta unir esforços para que o Funchal volte a ser o que era.
Pelas vidas que se perderam nada há fazer a não ser recordá-las e dar sentindo à perda prevenindo erros futuros.
A Natureza tem sempre a última palavra, como se dúvidas restassem.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Rufus Wainwright - Cigarettes And Chocolate Milk
Uma música que me põe bem disposta. Fazem falta músicas assim para colorir os dias.
Atrás do tempo vêm tempos...
Não há abstracção possível deste estranho tempo em que vivemos onde mal se distingue a ficção da realidade. Política de interesses, jornalismo de trazer por casa e Sistema judicial obsoleto estão-se a tornar num circo diário difícil de suportar.
Le diable
Un jour,
Un jour le diable vint sur Terre
Un jour le diable vint sur Terre
Pour surveiller ses intérêts
Il a tout vu le diable, il a tout entendu
Et après avoir tout vu
Et après avoir tout entendu
Il est retourné chez lui, là-bas.
Et là-bas, on avait fait un grand banquet
A la fin du banquet, il s'est levé le diable
Il a prononcé un discours :
Ça va
Il y a toujours un peu partout
Des feux illuminant la Terre
Ça va
Les hommes s'amusent comme des fous
Au dangereux jeu de la guerre
Ça va
Les trains déraillent avec fracas
Parce que des gars pleins d'idéal
Mettent des bombes sur les voies
Ça fait des morts originales
Ça fait des morts sans confession
Des confessions sans rémission
Ça va
Rien ne se vend mais tout s'achète
L'honneur et même la sainteté
Ça va
Les États se muent en cachette
En anonymes sociétés
Ça va
Les grands s'arrachent les dollars
Venus du pays des enfants
L'Europe répète l'Avare
Dans un décor de mil neuf cent
Ça fait des morts d'inanition
Et l'inanition des nations
Ça va
Les hommes, ils en ont tant vu
Que leurs yeux sont devenus gris
Ça va
Et l'on ne chante même plus
Dans toutes les rues de Paris
Ça va
On traite les braves de fous
Et les poètes de nigauds
Mais dans les journaux de partout
Tous les salauds ont leur photo
Ça fait mal aux honnêtes gens
Et rire les malhonnêtes gens
Ça va, ça va, ça va, ça va !
Jacques Brel
Un jour le diable vint sur Terre
Un jour le diable vint sur Terre
Pour surveiller ses intérêts
Il a tout vu le diable, il a tout entendu
Et après avoir tout vu
Et après avoir tout entendu
Il est retourné chez lui, là-bas.
Et là-bas, on avait fait un grand banquet
A la fin du banquet, il s'est levé le diable
Il a prononcé un discours :
Ça va
Il y a toujours un peu partout
Des feux illuminant la Terre
Ça va
Les hommes s'amusent comme des fous
Au dangereux jeu de la guerre
Ça va
Les trains déraillent avec fracas
Parce que des gars pleins d'idéal
Mettent des bombes sur les voies
Ça fait des morts originales
Ça fait des morts sans confession
Des confessions sans rémission
Ça va
Rien ne se vend mais tout s'achète
L'honneur et même la sainteté
Ça va
Les États se muent en cachette
En anonymes sociétés
Ça va
Les grands s'arrachent les dollars
Venus du pays des enfants
L'Europe répète l'Avare
Dans un décor de mil neuf cent
Ça fait des morts d'inanition
Et l'inanition des nations
Ça va
Les hommes, ils en ont tant vu
Que leurs yeux sont devenus gris
Ça va
Et l'on ne chante même plus
Dans toutes les rues de Paris
Ça va
On traite les braves de fous
Et les poètes de nigauds
Mais dans les journaux de partout
Tous les salauds ont leur photo
Ça fait mal aux honnêtes gens
Et rire les malhonnêtes gens
Ça va, ça va, ça va, ça va !
Jacques Brel
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
As Bodas de maus figados
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Aeroportos imaginários, dinheiros para as ilhas que são suspensos e que por decisão dos tribunais voltam a ser atribuidos, provas de exame c...