A vida é o que fazemos d'ella. as viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos. Fernando Pessoa In O Livro do Desassossego
domingo, 4 de maio de 2008
Amores Perros
Imperdivel. A vida é, de facto, uma estranha equação matemática. Alejandro Gonzalez Iñarritu conseguiu filmá-la.
Quebra de silêncio
Um mês de silêncio forçado. A ditadura do trabalho e do tempo prega-nos destas partidas. A bem da verdade, diga-se que também não tenho tido grande disposição para comentar os desaires Político-Socíais do País.
Há temas que me cansam pela sua repetição. Sinto-me a viver numa espécie de representação do real...numa espécie de realidade paralela. A minha e a dos políticos. A coisa pública não serve os cidadãos, nem as empresas, como seria desejável, as reformas são lentas ou inadequadas, os discursos dos políticos e dos parceiros sociais são caducos e mais uma vez, alheios à realidade, ao dia à dia das pessoas e áquilo que são as necessidades mais básicas dos cidadãos...ir ao médico sem perder um dia de trabalho e ter a garantia de ser visto pelo mesmo, é em Portugal um horizonte longínquo e enquanto algo tão básico se mantiver assim, nem vale a pena discutirmos o resto. Quanto mais complexas as questões mais alheia à realidade está a classe política portuguesa... pergunto-me se algumas, para não dizer muitas, dessas pessoas alguma vez trabalharam em empresas privadas (sem ser em cargos de chefia ou direcção) ou precisaram de consultar um médico do SNS como cidadão anónimo...
Se ficar calado põe em risco a democracia, embarcar em constantes devaneios partidários também não nos parece levar muito longe (muita discussão, focada no ataque partidário e pouca acção traduz-se em inércia). Vejo na Política em Portugal um reflexo de tudo o resto e vice versa. Não acredito em soluções milagrosas para problemas estruturais que assolam o nosso País, mas sinto-me como muitos, cada vez mais impotente para nadar contra a maré.
sábado, 29 de março de 2008
«Lideranças Acéfalas»
A Pluma da Clara caprichou muito bem nesta crónica do passado dia 15. Nada a acrescentar nem nada a comentar ao que ali se escreveu.
sexta-feira, 7 de março de 2008
A vida é injusta

Não entendo tanto mal estar em relação a este tema....Deveria ser um processo normal em toda e qualquer profissão. Lá na minha «loja» é comum. A «loja» tem objectivos e a malta tem de estar à altura, quem não estiver, tem de ir pescar para outro lado. Ter de apresentar resultados é uma chatice, mas o trabalho é mesmo assim. Queremos os melhores professores, e os que o são, acredito que nada têm a temer. Alguém acredita que o Ministério da Educação se deu a esta trabalheira toda com constante exposição da Ministra a «linchamentos» públicos só para chatear os professores? Eu não. Como cidadã exijo excelência no Ensino Público e se para isso é preciso aborrecer os professores, temos pena. As histórias de polícias a fazer listas nas escolas, ainda não percebi bem...mas como o Presidente da República está no Brasil e diz que não fala de Política Interna, quando está fora do país (nem no Carnaval, como também já referiu), vamos aguardar que o homem chegue ao recesso do lar para nos esclarecer.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Obras no caminho
Há pelo menos um mês que duram as obras no cruzamento do Monte Belo em Setúbal. Tendo eu o infortúnio de por lá passar todos os dias.
Começa agora a decortinar-se uma bela rotunda. É já a Nova Setúbal a emergir do alcatrão.
Só espero que os semáforos não sejam retirados, é que o bom condutor português não é muito dado à regra da prioridade, e prevejo que a rotunda passe muito rápidamente a Carrocel ou Circo Munícipal.
Fico na esperança, que estes temores sejam só o meu desconhecimeno do plano de engenharia.
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